A Mata Atlântica é considerada pela comunidade científica mundial como um dos ecossistemas mais ricos em diversidades de espécies animais e vegetais do planeta e o segundo mais ameaçado. Por este fato, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência, a Cultura), elevou a Mata Atlântica à categoria de reserva da Biosfera, sendo uma das três maiores prioridades de conservação do planeta. A faixa compreendida entre os rios Jequitinhonha e de Contas, conserva a parcela mais significativa da Mata Atlântica no nordeste brasileiro.
No litoral do sul da Bahia, a Costa do Cacau preserva verdadeiros santuários ecológicos tropicais com dezenas de quilômetros de praias sombreadas por denso coqueiral, grandes áreas de manguezal e belíssimas fazendas de cacau, cujo sistema de plantio à sombra das grandes árvores iria possibilitar a preservação da Mata Atlântica. Nessa região também estão presentes restingas, ilhas fluviais e marítimas, lagoas cercadas de vegetação, rios pitorescos e praias pouco concorridas, largas e de areias claras.
Destacam-se espécies vegetais e animais raros e ameaçados de extinção, tais como: Jacarandá preto (Dalbergia nigra) e Sucupira (Diplotropis purpúrea), entre as árvores; Rãs (Ceratophys aurita, Cycloramphus migueli, Leptodactylus spixi), Jaracuçu (Dipsas neivai) Coral Falsa (Siphlophis pulcher) Beija-flor (Ramphodon dohrnii), Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), e Mico-leão-da-cara-dourada (Leontopithecus chrysomelas), entre os animais. Nessa região, há, ainda, Áreas de Proteção Ambiental (APAs) como a de Lagoa Encantada e a de Itacaré/Serra Grande. Reservas biológicas, também fazem parte deste cenário, dentre elas a Reserva Zoobotânica da CEPLAC, a Reserva Biológica de Una, além do Parque do Conduru e do Ecoparque de Una.
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