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  História do Prosa Xique

Sobre a Banda

O Grupo Prosa Xique é composto por seis músicos de vasta experiência na região cacaueira, tendo todos suas origens e raízes no município de Coaraci, cidade chamada por muitos de um verdadeiro “Celeiro Cultural”, pois hoje estão espalhados pelo mundo artistas como Amanda Santiago, Lorenzza Calhau, Isabela, Beto Leal e Dido Oliveira. Uma cidade que tem como artistas locais a Família Amorim e o lendário Waldir Gomes, precursores de trabalhos musicais com formação de bandas. Tantos e tantos artistas locais que por ai afora fazem do seu trabalho a permanência viva das raízes culturais.

Com uma musicalidade marcante, o Prosa Xique começou como banda de forró Pé de Serra, mas ao longo do tempo foi adquirindo uma característica própria de misturar o forró com o axé e até mesmo a MPB em um trabalho diferenciado que faz com que a banda esteja presente o ano inteiro em eventos como: Formaturas, Aniversários, Festas de Padroeiros, nos festejos juninos principalmente, e no Carnaval em diversas localidades do sul da Bahia.

A banda já se apresentou junto a diversos grandes nomes da música nacional como: Calcinha Preta, Mastruz com Leite, Gatinha Manhosa, Moleca 100 Vergonha, Raio da Silibrina, Lordão, É Só Filé, Robério, Caviar com Rapadura, dentre outras. Como festas importantes vale ressaltar a participação nos Carnavais de Itabuna, de Itacaré e Canavieiras. Nos festejos juninos a banda já passou por cidades como Ilhéus, Itororó, Itapetinga, Itapitanga, Ubaitaba, Itabuna, Itagibá e em 2006 foi aplaudida por uma multidão na cidade de Ibicuí. Inclusive a banda já se apresentou na capital do estado, Salvador, num evento realizado na AABB. São inúmeras as cidades por onde o Prosa Xique já passou e já se vão quase seis anos desta história de lutas e conquistas.

A formação atual da banda tem Wanderley na Voz, Cavaquinho, Violão e Guitarra, Madinho nos Vocais, Sanfona e Teclados, Reginho na Percurssão, Zé do Pandeiro na Percursão e Zabumba, Luciano no Baixo e Toninho na Bateria.

A História do Prosa Xique

Em Coaraci no final do século passado a melhor banda da cidade era a Companhia Music, porém era um grupo sem canções próprias, requisito necessário ao crescimento de um trabalho musical. Foi neste cenário que em 1º de Abril de 2001 nasceu oficialmente o Prosa Xique que surgiu da vontade de cinco integrantes: Madinho, Wanderley, Zé do Pandeiro, Reginho e Luciano, todos saídos da Companhia Music, de montar um trabalho novo, de um jeito diferenciado. O Nome Prosa Xique veio de uma lista que foi apresentada em reunião com os componentes que escolheram este nome por ser o mais fácil de falar e muito chamativo.

Fazem cerca de 10 anos desde quando Madinho, Reginho, Zé do Pandeiro, Luciano e Wanderley se encontraram pela primeira vez para tocar na Companhia Music. Entre 1996 e 2001 muitos deles participaram de outras bandas regionais a exemplo de “Asas do Prazer”, “Íris do Samba”, “Estação do Forró” e diversas outras, até que se reuniram novamente no Companhia Music por volta do ano 2000 e surgiu a idéia de realizar um trabalho novo e diferenciado no contexto regional, ou seja, o Prosa Xique.

As Canções Próprias

A Banda já começou com uma canção própria, pois Madinho disse que este novo trabalho só daria certo se fosse para acontecer, e para acontecer era preciso uma canção própria. Foi ai que Wanderley apresentou a composição “Pra Namorar” que foi gravada  no dia 1 de Abril de 2001.

O Estilo Pé de Serra foi o utilizado inicialmente, sem bateria, por ser fácil de trabalhar e mais barato para começar, além de ser aquele um período onde bandas como Fala Mansa estavam no auge. “Na verdade não tínhamos grana para comprar nada, apenas um teclado XP-80 e um computador” cita Madinho. Neste momento surge a ajuda das pessoas amigas, Mamigo (ex-Vereador) presenteou a banda com uma Zabumba, o Sr. José Sales, empresário local, emprestou o seu Acordeon, Jadson Albano emprestou o violão e o contrabaixo, material com o qual a banda se apresentou em apenas duas festas até comprar os próprios instrumentos. A primeira grande festa em que a banda se apresentou foi o São Pedro de Almadina em 2001, onde o cachê foi utilizado para comprar o resto do equipamento. A esta altura a banda tinha quatro canções: Pra Namorar, Prosa Xique, Me dá um Beijo Morena e Choro de Saudade.

A História da Sanfona

O Sr. José Sales parou Madinho na rua e disse que ficou sabendo da formação do grupo e que ele tinha muitos Cds de forró e disse que se a banda precisassepara montar o repertório ele emprestaria. Ele também conhece muito desse tipo de música, daí ele convidou Madinho para ir a sua casa conhecer este acervo, ao chegar lá ele mostrou a sanfona, Madinho tentou fazer o solo de “Pra Namorar” e não saiu nada. “Eu não conseguia fazer nada, fiquei muito triste, pois pensei que nunca fosse conseguir tocar aquele instrumento, pra quem não sabe eu era tecladista e nunca tinha pegado num acordeon e o pior é que estávamos montando um grupo de forró pé de serra tradicional que não teria sanfona” cita Madinho.
José Sales disse que se Madinho quizesse poderia levar o instrumento pra casa pra dar um treino, ele aceitou e na ocasião estava presente a sua tia Glenilce.

Madinho levou a sanfona pra casa, treinou, treinou, e a banda gravou as quatro primeiras musicas em quatro domingos seguintes, no primeiro Pra Namorar, no segundo domingo Prosa Xique. “O solo de Prosa Xique eu já criei na sanfona, mesmo assim foi um sufoco pra gravar, contei com a ajuda de Wanderley e Reginho” cita Madinho.

A Importância Família

A família Challup, de Madinho, teve muita participação na caminhada do Prosa Xique e até hoje vem ajudando, prova disso é que a banda ensaia no salão entre a casa da tia e da mãe de Madinho, ou seja no quintal delas. Depois de novembro de 2001 a banda deu um esfriada legal, num certo dia dona Glória, mãe de Madinho chamou a sua atenção e disse que a banda não fazía nada para que o sonho se realizasse, ela perguntou o que precisava para a banda, Madinho respondeu um CD. De quanto precisa? Ela perguntou, ele não soube responder.

O grupo foi para Itabuna fazer o orçamento, ela fez uma reunião e emprestou a grana, Wanderley tinha muitas musicas em casa, mas ninguém sabia, a banda ensaiou algumas, vieram Girou e Você, após uma semana de ensaios, a banda gravou o CD, Valzinho do Acordeon participou da gravação. Vendo ele tocar Madinho aprendeu muito mais. “Gravamos em casa mesmo porque a grana era curta e só dava para alugar o material necessário para fazer a gravação. Se fossemos pagar o estúdio só daria para gravar umas quatro musicas, não adiantava. Precisávamos do CD completo” cita Wanderley.

Daí foi criada a logomarca, essa do X, Luciano Bass foi o primeiro a ver e aprovou e foi com isso que Duda ficou super amigo do grupo, ele além de uma fazer um trabalho empresarial com a banda ficou conhecido pela galera como o “homem da vinheta” pois nos shows ele ficava na mesa de som soltando a vinheta “Prosa Xique” e começou a correr em busca de contratos. Rolou então a primeira festa em Itabuna, com Calcinha Preta e Mastruz com Leite. “Quando vimos tanta multidão ficamos super nervosos, acho que isso acontece com todos, era uma festa da Jacutinga Eventos” diz Reginho. Vinicius Leal apresentou Ico a Mamigo que indicou a nossa banda. Através de Ico conhecemos Célio, diretor musical da FM Sul, que estava divulgando a festa e com isso nossas músicas começaram a tocar na FM Sul da Rede Bahia.

A musicalidade da Bateria

Foi no São João de 2002 que Ricardo um grande baterista regional veio fazer parte da banda. Ele ficou ate dezembro de 2002 tocando bateria. Em dezembro de 2002 surgiu o Prosa Xique Verão, pela saudade do axé e pela necessidade de mercado, pois não havia como tocar apenas forró o ano todo. O primeiro show foi com mastruz com Leite em Coaraci nos 50 anos da cidade, festa promovida por Rodspro.
“Com isso compramos a bateria, com uma grana emprestada por Tia Nalva” diz Madinho. Rivas, baterista de nossa cidade começou a tocar na banda, pois além de bom musico, era da cidade e era preciso economizar e não ter despesas com alimentação, hospedagem e deslocamento. Ele ficou na banda até a festa do padroeiro de Itajuípe.

A Chegada de Toninho

Rivas desapareceu, um parente dele adoeceu e ele foi para outra cidade, ninguém conseguia falar com ele, deu segunda, terça, quarta, quinta e nada dele aparecer, mesmo assim na sexta a banda fechou o contrato com Itajuipe pra a festa da Pitangueira, na esperança dele aparecer. À noite Madinho encontrou com Wanderley na esquina do Banco do Brasil, contou a situação pra ele, que disse que era melhor desistir da festa. Toninho ia chegando e ele já tocou bateria na igreja, Madinho perguntou se dava pra ele fazer, ele disse que nunca tinha tocado na rua, mas poderia tentar, por coincidência todos da banda chegaram na esquina e foram ensaiar naquele momento. “Passamos o repertório duas vezes, já eram nove da noite, Toninho era o cara mais indicado, pois sempre andava conosco e conhecia o repertorio. Era só colocar em prática e acertar alguns detalhes, seria muito mais difícil pra alguém que nunca tinha visto a gente tocar”, diz Zé do pandeiro. No sábado fizemos a festa e foi maravilhosa, ai deste dia pra cá fechou a formação da banda, ele está tocando com a gente ate hoje.

Com isto se encerra a primeira parte da historia, os novos momentos, a trajetória entre 2003 e os dias atuais, você conhece e muitos de vocês fazem parte. Novas canções vão surgindo, novos eventos, shows, oportunidades. Em 2006 a banda apresentou à mídia regional o seu primeiro clip que foi executado na TV Santa Cruz e o caminho está formado, traçado, estruturado, só depende de cada música executada nas rádios, solicitada pelos ouvintes, de cada Cd comprado.

Fica também o agradecimento às pessoas que incentivaram a banda no seu ponta-pé inicial: Mamigo, Junior da Coelba, José Sales da Mercúrio Móveis, Jadson Albano, Família Challup, Duda, Sr. Regi, Leandro Laudano, Otávio Mix, Niva Som e Rodrigo Leite (Rodspro).


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