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História - Política e Poder

Os Representantes Legítimos
Após o lento processo emancipativo da cidade, que se consolidou em 12 de dezembro de 1952, quando desmembrada de Ilhéus, a recém criada cidade de Coaraci, emancipada, precisava de um prefeito e de vereadores, sem ambos, Coaraci seria gerenciada por um Gestor, função que foi exercida por Jário de Araújo Góes, que ficou no cargo aguardando as eleições gerais de 1954.
Os cidadãos coaracienses, lutadores pela emancipação puderam exercer o direito do voto e a escolha legitima dos representantes nas eleições de 3 de outubro de 1954, onde foi eleito o Sr. Aristides de Oliveira do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) para prefeito da cidade. Ele que disputou com Elias de Souza Leal, este o último administrador da cidade quando ainda distrito de Ilhéus.

A 1ª Formação da Câmara Municipal
A câmara de vereadores ficou com a seguinte composição:
Antônio Soares Lopes (PTB) - Presidente;
João Muniz Cardoso (PTB) - Vice-Presidente;
Odilon José de Almeida
(PTB) - 1º Secretário;
Oscar Ciríaco de Araújo (PTB) - 2º secretário:
Completavam o quadro legislativo de Coaraci os vereadores: Gilberto Lyrio (PSD), Antônio Henrique Kruschewsky (PSD), Antônio Tutu Airton de Carvalho Santos (PTB) e Diógenes Mascarenhas de Almeida (UDN).
Como suplentes: Laudelino Souza, Waldemar Cardoso de Carvalho, Joaquim Almeida Torquato, Antônio Lindenbergue Barberino, Helvécio de Carvalho Lemos e Alcyr Rocha Freitas.

O Funcionamento da Prefeitura e da Câmara
Inicialmente a câmara de vereadores e a prefeitura funcionaram nas dependências de um Grupo Escolar, que passou por diversas transformações para acolher os poderes executivo e legislativo e manteve seu aspecto arquitetônico até obter a atual estrutura do Centro Administrativo. A posse dos eleitos em 1954 ocorreu no dia 7 de abril de 1955, através do Juiz Eleitoral Dr. Osvaldo Nunes Sento Sé, acompanhado de sua esposa Sra. Carolina. (Dr. Osvaldo faleceu em 1992 na capital baiana). O vereador Diogenes Mascarenhas tomou posse posteriormente e apenas formalmente, já que em nenhum momento interessou a ele cumprir suas funções no Legislativo. Seu suplente, o Sr. Alcyr Rocha Freitas residindo em Ilhéus, e já com outras atividades não mais retornaria a Coaraci. Confirmada a vaga deixada pelos dois, assumiu Laudelino Souza, nascido em Cachoeira e vindo para Coaraci em 1948, conseguindo logo na sua chegada um bom relacionamento com a sociedade local. Após alguns anos a Câmara de Coaraci passou a funcionar num prédio situado à Rua J.J. Seabra onde hoje funciona a loja Refúgio dos Calçados e que por sinal já abrigava no térreo a loja de Calçados da família Torquato. Na década de 80 a Câmara passou para as atuais dependências no Calçadão da Rua Rui Barbosa, local antes pertencente ao Clube Social de Coaraci.

Remuneração dos Vereadores
Até 1975, vereador não era um cargo remunerado, e prefeito possuía apenas uma verba de representação. Fato que foi lembrado no programa Encontro.Com da Tv Santa Cruz (Afiliada local da Rede Globo) onde uma matéria sobre o legislativo foi produzida em Coaraci com a participação de dois ex-vereadores, o Sr. Jorge Simões que presenciou a época onde os vereadores não recebiam salários e também o ex-vereador Carlos Fernandes que atuou no momento em que já existia o repasse financeiro para os vereadores. A matéria foi exibida no mês de setembro de 2004.

O presidente da Câmara assume a Prefeitura
Aristides de Oliveira, extremamente vaidoso, demonstrou pouca aptidão para o exercício da função, tanto que abadonou o cargo quatro meses antes do encerramento de seu mandado, como naquele tempo não existia a figura do vice-prefeito, assumiu a prefeitura o presidente da Câmara de Vereadores, na oportunidade o Sr. Laudelino Souza. Este como prefeito, logo exigiu muito rigor no cumprimento das obrigações municipais, procurando de imediato saldar todas as dívidas existentes, inclusive as contraídas no comércio de Itabuna e Ilhéus. Em sua gestão de quatro meses, Laudelino junto ao então prefeito de Itajuípe tentaram sem sucesso, através do Ministério das Minas e Energia, conseguir verbas para a construção de uma hidrelétrica. Não se dando por vencido, Laudelino recorreu ao deputado federal Manoel Novais, que prontamente lhe atendeu, sem nenhuma despesa. A instalação desta unidade termelétrica, a óleo diesel, trouxe novo aspecto às ruas e residências de Coaraci.

A
s fases da história política
Ao longo dos anos os grandes fazendeiros influenciaram e muito na política de Coaraci. Segundo informações de pessoas da época, Joaquim Torquato para chegar a prefeitura contou com a generosidade de inúmeros produtores de Cacau como Dandão Leal e Simpliciano José dos Santos que sempre financiaram suas campanhas. Joaquim esteve sempre presente nos momentos políticos de Coaraci, chegou a obter maioria dos votos em para prefeito em quatro oportunidades, sendo que em uma delas não assumiu a prefeitura pois havia uma lei que regulamentava mais de um candidato por partido, contando a soma de tais votos.
A história política do município de Coaraci se divide em quatro fases: Organização Institucional do Município (1952-1971); Crescimento e Desenvolvimento (1972-1992); Crise e Decadência (1993-2000); Diversificação das Oportunidades em busca de avanços (2001 aos dias atuais).
No primeiro momento governaram a cidade: Aristides de Oliveira, Jário Góes, Gildarte Galvão e Gilberto Lyrio. Ambos tiveram a função de organizar e transformar o ex-distrito de ilhéus em um município com um sistema próprio de educação, saúde, segurança e financeiro. Na fase de crescimento e desenvolvimento Joaquim Torquato inicia as obras de expansão da cidade abrindo ruas, pavimentando outras, realizando obras de infra-estrutura necessárias ao desenvolvimento. Antônio Ribeiro Santiago deu prosseguimento construindo prédios públicos a exemplo do Centro Educacional de Coaraci, o CEC, ampliando o atendimento da educação. Antônio Lima de Oliveira continou o trabalho de desenvolvimento com a construção de obras como o Cais do Rio Almada, o estádio Barbosão, abertura de ruas e pavimentação de outras, milhares de metros de saneamento básico além de abrir as portas do mundo para Coaraci. Foi ele quem trouxe o sistema Telebrás para instalar a telefonia DDD em Coaraci e também trouxe o sinal de televisão dos canais baianos pela primeira vez para a cidade. Joaquim Torquato retomando o poder na década de 80, auge do Cacau, asfaltou centro da cidade, construiu a nova feira numa perspectiva expansionista para os anos vindouros, construiu escolas municipais e praças para o lazer da comunidade. Janjão foi o prefeito que recebeu a nova constituição e a Lei Orgânica do Município para ser executada, enfrentou os primeiros anos da crise do Cacau mais ainda assim construiu obras importantes como o Ginásio de Esportes, a Delegacia, o Terminal Rodoviário, o Fórum Desembargador Mário Albiane, trouxe o sinal de TV dos canais de Itabuna, mas não conseguiu promover sua aproximação política com a população o que o deixa afastado de cargos públicos há 16 anos.
Com a crise do Cacau e as baixas arrecadações do município entre 1993 e 1996 o então prefeito pela primeira vez em sua carreira política, o Gima não obteve sucesso em seu governo. A intenção era dar prosseguimento ao avanço histórico, mas a economia remava para traz e naqueles anos várias foram as prefeituras que tiveram dificuldades inclusive para pagar seus funcionários. Naquele fim de governo Gima estava devendo quase 12 meses de salários aos funcionários públicos, numa gestão que ele mesmo afirma ter sido contrária a sua vontade, pois despesas foram feitas esperando uma arrecadação que não veio. Só no final de 1996 foi que o FPM aumentou com a estabilização do Real. Com a crise do Cacau a grande queda foi na receita do ICMS. Nesta fase de crise e estagnação Joaquim Torquato assumiu seu terceiro mandato, sem realizar grandes feitos, ignorou os meses de salários atrasados do ex-prefeito e começou a pagar do zero as contas dos servidores, mas com dificuldades ainda financeiras gerou inadimplência com o INSS, FGTS e com a Embasa. De 1994 para frente estes débitos institucionais foram se acumulando causando grandes transtornos aos governantes atuais.
Após um governo apático, em 2001 assumiu a prefeitura um professor, Elivaldo Henrique que tinha ideias novas, um propósito de mudança, mas contou com a incompetência de alguns assessores e secretários, sem contar a briga interna entre os partidos aliados no caso PMDB, PT, PSB e outros menores visando a sucessão municipal futura, brigas e rachas políticos que prejudicaram o fim de seu mandato. Mas mesmo assim é importante considerar um novo processo de crescimento a partir do ano 2001. Foi no governo de Elivaldo que a cidade teve suas praças revitalizadas, novas praças foram construídas, prédios foram comprados para o município como o da Secretaria de Educação, o Centro de Saúde foi ampliado, cerca de nove veículos, dentre eles quatro ônibus foram adquiridos para a prefeitura. A tecnologia ganhou espaço com a informatização de setores da prefeitura com Internet, o sinal de televisão pública foi ampliado. A comunidade passou a contar com a realização de grandes eventos promovendo assim a geração de emprego e renda para a cidade.
Em 2005 assumiu a prefeitura novamente o prefeito Gima, num novo momento econômico, onde o mesmo vem realizando um trabalho de ajuste fiscal para que no futuro Coaraci possa crescer com mais tranquilidade. Um dos pilares do governo de Gima é o ajuste de contas com o INSS, a Embasa e outros credores. Com a renegociação destas dívidas será possível fechar convênios para o crescimento de Coaraci nos próximos anos. É importante frisar que além disto a cidade tem hoje um dos melhores atendimentos na área da Saúde, novos ônibus foram adquiridos para os estudantes universitários que já chegam a 450 todos os dias transportados pela prefeitura. O Centro da cidade teve seu asfalto recuperado, a praça Jário Góes, local da antiga feira ganhou um palco e pista para realização de eventos de grande e médio porte. E o pagamento dos funcionários municipais mantêm-se em dia rigorosamente. A cidade está portanto preparada para avanços maiores, ainda mais com a politica econômica nacional em crescimento.

Galeria dos Prefeitos


1955 - 1958
Aristides de Oliveira

1959- 1963
Jario de Araújo Góes

1963 - 1967
Gildarte Galvão Nascimento

1967 - 1971
Gilberto Lyrio

1971 -1973
Joaquim Almeida Torquato


1972- 1977
Antonio Ribeiro Santiago

1977- 1981
Antonio Lima de Oliveira
Vice: Alfredo Salomão Marfuz


1983 - 1988
Joaquim Almeida Torquato
Vice:Simpliciano J. Santos


1989 - 1992
Aldemir Cunha de Oliveira
Vice: Norberto Santos


1993 - 1997
Joaquim Miguel G. Galvão
Vice: Carlos R. Fernandes


1997 - 2000
Joaquim Almeida Torquato
Vice: Elivaldo H. S. Reis

2001 - 2004
Elivaldo Henrique S. Reis
Vice: Marcos Pinto

2005 - 2008
Joaquim Miguel G. Galvão
Vice: Nitalva Oliveira


Observação: O Sr. Laudelino Souza assumiu
a prefeitura temporariamente em 1958 até
que fossem realizadas as eleições onde
saiu vitorioso o Sr. Jário de Araújo Góes, apesar
de não ser reconhecido oficialmente como
prefeito desta terra.

 

 


Aristides de Oliveira faz
juramento na Câmara


Comunidade marcha rumo
a Igreja após posse de 55


Primeiro presidente da
Câmara de Vereadores


Carlos Fernandes foi um dos primeiros vereadores remunerados em 1976


Jorge Simões, vereador
na época em que não recebiam salário


Inauguração da Passarela
sobre o Rio Almada 72


Joaquim no seu primeiro governo na decada de 70


CEC construído no Gov.
Antônio Ribeiro Santiago


Construção do Cais no
Governo de Antônio Lima


Pavimentação de Ruas
e Saneamento foram feitos
no Gov. Antônio Lima


Asfalto no Centro da
Cidade na década de 80


Construção da Feira no
Governo de Joaquim em 86


Construção do Ginásio de Esportes Gov. Janjão


Inauguração da Rodoviária
no Gov. Janjão 91


Água no Distrito de Itamotinga no Gov. Gima


Casas Populares no
Governo Gima em 94

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